quinta-feira, outubro 19, 2006

Se estiver com amigos... ta valendo!



Depois do meu último post totalmente profundo, filosófico e sentimental, vou falar sobre um acontecimento muito engraçado que rolou ha poucas horas atrás. Impressionante como somos capazes de agir como crianças e sermos chamados a atenção até hoje, já grandinhos e ciente das consequências das nossas gracinhas exageradas rs. O maior causador disso tudo, são os grupos de amigos, aqueles inseparéveis na alegria, na tristeza, na saúde , na doença, nas pagações de mico, nas atitudes infantis, e nas gargalhadas eternas e escandalosas que atraem aqueles típicos olhares de repreensão e quanto mais olhares, mais a gente ri. O mais interessante, é que na maioria das vezes não nos sentimos ridículos nessas situações, por mais ridícula que seja... é o efeito do chamado mico coletivo. Bom, vamos à história:
Personagens : * Lala, *Cacau, *Cebola, *Diego, trocador e motorista.
Local: dentro do ônibus.
Hora: aproximadamente 20:30h
Os amigos Lala, Cacau, Cebola e Diego sairam da faculdade e correram para pegar o ônibus (famoso laranjão). O tempo não estava dos mais agradáveis, ou melhor, nada agradável: chuva e clima abafado. Já dentro do laranjão, Lala fica toda enrolada com a sombrinha molhada, a bolsa cheia de um monte de sei lá o que e sentou para achar o vale transporte. Vendo a situação em que está pobre menina se encontrava, seu amigo Diego pegou sua sobrinha encharcada para ajudá-la e entregou para o Cebola. Este, numa atitude de total empolgação, começou a molhar os bancos do ônibus frenéticamente, "brincando com o coleguinha Diego"rs. Enquanto isso, Cacau e Lala escutavam música no mp3 quando de repente, o trocador levanta e dá aquela tirada no Cebola e mandou os parentes dele sentarem nos bancos que ele molhou. Fiquei assustada, tirei o fone do ouvido e fiquei ouvindo o trocador dar piti. O Cebola, tadinho, tentou explicar o ocorrido mas num teve jeito...também, num tinha o que explicar, um menino desse tamanho molhando os bancos do laranjão?!! Diante desse fato, só tínhamos uma coisa a fazer: nos retirar do ônibus e ir a pé para casa refletindo a atitude infantil e impulsiva que tivemos, Cebola por ter sido o personagem principal e a gente por ter sido conivente com a situação. Mas o que fizemos?
Morremos de tanto rir do piti do trocador e das caras dos outros passageiros nos olhando. Se já não bastasse o trocador irritadinho, o motorista parou o ônibus e mandou o Cebola pará de molhar os bancos, detalhe: já estava todo mundo sentado, os bancos quase secos e o motorista me vem balangar beiço. Ele queria aparecer hehe. Nossa, pra quê? Aí que nós nos acabamos de tanto rir incontrolavelmente, ai que situação. E quando começa o ataque das gargalhadas, a gente só consegue parar quando cada um vai para sua casa. Com certeza a dupla dinâmica trocador e motorista ficaram irritadíssimos com a gente e os outros passageiros também, deram graças a Deus quando descemos do ônibus, com a maior cara de pau, como se nada tivesse acontecido. O melhor foi a Cacau agradecendo o motorista com a voz toda meiga "Obrigada"! rs Obrigada pelo que? Pelo piti?????rsrs
Vocês estão vendo.... Podem falar. Vai pagar mico assim lá na China. Levar sermão do trocador e do motorista é demais.
Mas sabem de uma coisa, acho que não conseguiria viver se não passasse por esse momentos inusitados, infantis, até ridículos com meus amigos, pois é muito melhor ter amigos e se divertir de qualquer forma, do que nunca dar gargalhadas dessas situações por não ter amigos para fazerem estas situações acontecerem.
Amo demais meus amigos.Obrigada por fazerem parte da minha vida!

terça-feira, outubro 03, 2006


Percepções
Então percebi, que já não tenho mais tanto tempo para pensar em você,
que é raro o encontro dos nossos olhares e
que aquela sua foto sorrindo está dentro da gaveta.
Então percebi, que posso passar pela rua e não olhar sua janela,
que posso cantar aquela música sem lamentar a sua ausência
e quando escuto seu nome, é apenas um nome.
Então percebi, que nosso tempo já passou,
que foi extremamente bom enquanto durou e
que as lembranças não machucam, só trazem saudade.
Então percebi, que não me arrependo do que fiz
que realmente tinha que ser assim, nossos caminhos se cruzaram um dia
mas agora estão distantes.
Então percebi, que não preciso desviar quando você passa
que já não lembro o número do seu telefone e meus sonhos não
te acolhem mais.
Então percebi, que meu coração não é mais privatizado
que posso amar outra pessoa e receber esse amor sem comparações e
que apenas te quero bem.
Então percebi, que podemos ser amigos
que podemos trocar conselhos e conversar sobre tudo,
consigo separar os sentimentos.
Então percebi, que minhas lágrimas por ti secaram, os desejos pelos
seus beijos, abraços e carinhos adormeceram, já não sufoco meu travesseiro
com minhas idéias de conto de fadas.
Então percebi que já não leio as antigas agendas preenchidas com a nossa
história, entre corações, cupidos, flechas e juras de amor eterno. Sou
capaz de aceitar que nossa história pertence às páginas do passado.
Então percebi que o relógio não parou quando
te vi fora do meu alcance, o mundo gira normalmente. Dia e noite.
Noite e dia.
Então percebi que não tenho necessidade de contar-lhe
minhas conquistas, nem meus medos, nem meus anseios. E o que acontece
em sua vida, já não procuro saber.
Então percebi, que você foi meu amor primeiro, mas não será o único.
Sei que outros virão e ocuparão o lugar que já foi seu.
Então percebi que te amei demais, amei sim. Mas já não há espaço
para esse amor que me fez tão feliz. Aceito que realmente acabou e agora,
é cada um por si e assim será.
Então percebi que nada do que eu disse é verdade.
Mas eu quero acreditar que é.

Larissa Galvão Zimmermann